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Caixa de Ferramentas para a Pesquisa Popular

Capa da Caixa de Ferramentas para a Pesquisa Popular: uma grade de quadrados vermelhos com um deles preenchido. Lema: Quem sabe mais, luta melhor. Baixar a caixa de ferramentasPDF

Ocupar terra é fazer uma reivindicação. Construir um centro de pesquisa é construir os meios de defender essa reivindicação ao longo do tempo. Esta caixa de ferramentas nasce de uma longa colaboração entre o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), seu centro de pesquisa, o Centro de Pesquisa Popular (CPP), e a Development Planning Unit (DPU) da University College London.

Manualifesto é um plano, um manifesto político e um chamado à ação para movimentos que querem produzir seu próprio conhecimento, em seus próprios termos. Seus métodos – contação de histórias, contramapeamento, fotografia participativa e mais – são o manifesto em prática. Eles foram desenvolvidos por meio de uma série de oficinas e trabalhos de campo com pesquisadoras e pesquisadores populares do Centro de Pesquisa Popular (CPP), e estão registrados aqui com notas honestas sobre o que funcionou e o que não funcionou. A academia participou como convidada, e não como pesquisadora principal. Seus recursos serviram a prioridades que o movimento já havia definido. Construída pelo movimento e para o movimento, e aberta a qualquer coletivo que se recuse a ser objeto de pesquisa e insista em ser sujeito. Leve o que for útil. Adapte. Passe adiante.

Pesquisa realizada em colaboração com a Development Planning Unit (DPU) da University College London e o Centro de Pesquisa Popular (CPP), com financiamento da Impact Acceleration Account (IAA) do Economic and Social Research Council (ESRC).

Esta caixa de ferramentas é animada por uma única convicção, inabalável: a pesquisa é um ato político, e o direito de realizá-la precisa ser arrancado do monopólio da academia. Reconhecemos que a pesquisa e o conhecimento estão profundamente ligados ao poder. Dados, métodos, mapas e relatórios são frequentemente usados por instituições para justificar decisões que perpetuam as condições existentes, controlar narrativas e excluir comunidades.

Ao mesmo tempo, precisamos dizer com clareza o que pretendemos recusar: as práticas extrativistas de pesquisa, a concentração do conhecimento em espaços acadêmicos ou institucionais, a ideia de que apenas certas formas de conhecimento são válidas e a linguagem complexa e “técnica” usada para excluir em vez de incluir. Acreditamos que o conhecimento deve ser coletivo, acessível, útil e enraizado na experiência vivida e no cotidiano.

Nosso trabalho, portanto, leva adiante essa tradição com uma intensificação específica e deliberada. Estamos passando da participação em projetos de pesquisa desenhados e controlados por outros para a soberania coletiva sobre todo o aparato de pesquisa. Estamos construindo as formas institucionais, as habilidades compartilhadas e a vontade política necessárias para garantir que a investigação sobre as condições dos pobres urbanos seja conduzida pelos próprios pobres urbanos.

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